Stix e iTalents: um laboratório de inovação que entrega hipóteses validadas, não promessas

Um programa de fidelidade em coalizão faz parte do dia a dia das pessoas. A Stix, maior rede de fidelidade do varejo brasileiro, está presente em diferentes momentos de consumo, conectando parceiros de segmentos como farmácias, supermercados, posto de combustível e lojas de produtos para pet. Na prática, o cliente ganha Stix nas marcas parceiras e tem liberdade para escolher onde e como usar seus pontos na rede Stix — "ganha aqui e usa ali", como resume Jorge Proença, CIO da Stix.
Por trás dessa simplicidade, há uma operação tecnológica de alta complexidade. "Tudo o que acontece no varejo acontece simultaneamente na Stix", explica Proença. Cada transação precisa ser processada em milissegundos e sem interferir na experiência de compra. Para atender a essa necessidade, a Stix desenvolveu seu próprio motor tecnológico.
Nesse ambiente, nascido em nuvem e orientado a dados, a Stix decidiu estruturar um método de inovação e prototipagem digital. O instrumento foi um laboratório proposto e operado em parceria com a iTalents, a partir do iiLab — o iTalents Innovation Lab.
O problema que um lab resolve
A Stix tem, nas palavras de Proença, "um time pequeno, um time de excelência", cujo desafio permanente é "fazer mais com menos no menor tempo". Um time assim não tem folga para absorver o risco da exploração: se a área de produto assumisse como meta entregar cada nova ideia, "além de gastar muito mais, teria o risco de chegar no final e descobrir que aquele não era a melhor estratégia".
Soma-se a isso uma regra de seleção tecnológica que o CIO trata como pilar de gestão: não adotar tecnologia "pelo hype ou porque é legal", e sim "trazer a tecnologia para resultado". Essa regra exige um espaço em que a tecnologia possa ser testada antes de ser aprovada — ou descartada — para a operação. É a função do lab. Como Proença descreve, "com a inovação você testa, você valida hipóteses e você cria guardrails para acelerar depois".
O método: do iiLab ao Stix Lab
O iiLab é o laboratório de inovação e prototipagem digital da iTalents. Seu método parte de um discovery rápido, em que problema, escopo, indicadores de sucesso e backlog são definidos com o cliente antes de qualquer linha de código; segue para o desenvolvimento de um protótipo funcional — agentes, APIs, bases vetoriais — testado com usuários reais; e termina com uma entrega que consolida métricas, aprendizados e recomendações para uma decisão baseada em dados: escalar, evoluir ou pausar. Ao lab, a iTalents leva habilidades técnicas e competências transversais — inovação enxuta, metodologias ágeis e modelagem de negócios inovadores — além da experiência acumulada em laboratórios de outros clientes.
Na Stix, esse método ganhou a forma de um laboratório contínuo, o Stix Lab, com características próprias definidas pela liderança de tecnologia:
Um grupo escolhido a dedo, não um espaço físico. Um time multidisciplinar com perfil de inovação —formado por pessoas "escolhidas a dedo", na expressão de Proença, pela capacidade de pensar diferente e de assumir responsabilidade pelas hipóteses que escolhem validar.
Experimentação responsável e aprendizado contínuo. Se a Stix tem uma cultura voltada a inovação e reconhece que nem toda iniciativa apresentará o resultado esperado, como destaca Jorge Proença,” a Stix admite erro, não admite falha”. É com essa mentalidade que o Stix Lab tem testa hipóteses, transforma aprendizados em oportunidades de melhoria e busca novos caminhos, sem medo de experimentar.
Validação em produção controlada. Onde um processo convencional de produto "pode demorar meses" — o exemplo de Proença é fazer a IA não alucinar —, o Stix Lab usa o modelo que o CIO chama de "Friends &Family": a hipótese entra em produção para um grupo fechado, onde se validam ao mesmo tempo a hipótese de negócio e a tecnologia.
O Lab não substitui a área de Produtos. O Stix Lab tem como missão explorar novas possibilidades — ou refutada — com o arcabouço tecnológico pronto para a área de produto escalar. "Se a gente virar produto, a gente perde o nosso sentido", afirma Proença. O Stix Lab entrega ao time de Produtos hipóteses que deram certo, hipóteses que não deram, tecnologias já seguras para uso e tecnologias que ainda não estão no momento — ou já passaram.
As frentes em teste
A regra de seleção é clara: a tecnologia precisa gerar resultado na jornada do cliente. Sob esse critério, o Stix Lab trabalha com três frentes. A primeira é a inteligência artificial aplicada "no seu contexto mais granular" à jornada — motores de IA, bases vetoriais e modelos RAG construídos para que a IA não alucine diante do cliente — e não a IA de produtividade que apenas ajuda desenvolvedores a fazer melhor o que já fazem. A segunda é a realidade aumentada, que "lá atrás não fazia sentido" por ser "tecnologia pela tecnologia" e agora é retomada com a lente de resultado. A terceira é a gamificação, tratada não como linguagem de programação, mas como "estratégia de inovação", aplicada de forma responsável ao benefício no momento da jornada.
A IA também atua sobre o próprio processo de prototipagem. Proença chama de "exointeligência" — um exoesqueleto de poder computacional aliado às pessoas — o efeito que observa no lab: profissionais de negócio colocando ideias em prática e profissionais de tecnologia aplicando conhecimento de negócio, em um perfil mais completo do que os dois separados.
O que se mede
Nenhum lab da iTalents começa sem indicadores de sucesso definidos com o cliente. Na Stix, o desenho encontrou um CIO que se declara "apaixonado por indicador" e que trata o NPS como o melhor indicador de tecnologia. No Stix Lab, esse indicador guarda-chuva é complementado por métricas próprias de inovação:
- número de hipóteses validadas e não validadas;
- quantidade de experiências positivas e negativas;
- valor gerado para o time de produto;
- fidelização gerada em cada processo do lab.
Os guardrails completam o modelo. A área de segurança da informação participa do lab — com menos rigor do que no produto, mas presente —, porque, na formulação de Proença, "a segurança é traduzida no indicador de confiança" do cliente. O CIO reconhece que o formato contraria a ideia de lab sem métrica e assume a troca: "talvez a gente valide menos hipóteses e seja mais lento, mas o resultado vai ser maior". Na sua avaliação, a iTalents "combinou com a Stix por também gostar de indicador, de trabalhar com guardrails".
O balanço do cliente
A relação começou como o próprio lab funciona: com uma hipótese. A iTalents propôs o modelo de laboratório de prototipação e inovação; a Stix aceitou testá-lo. "Validamos essa hipótese, por isso a gente acabou continuando e aumentando a abrangência do trabalho", relata Proença.
Os resultados citados pelo executivo são de três ordens. Em entrega: protótipos que chegaram à área de produto prontos para uso — em um dos casos, uma gerente de produto viu o protótipo, pediu para usá-lo, e a resposta foi "ótimo, vamos disponibilizar", porque a hipótese estava validada, a tecnologia aprovada e a solução construída pensando em escala. Em integração: um time da iTalents descrito como "muito engajado, super responsável"
Em relação: uma parceria sustentada por valores comuns — "a gente pode ser diferente nos defeitos, mas nos valores a gente tem que combinar" —, com transparência, franqueza nas decisões difíceis e responsabilidade compartilhada na tomada de decisão.
A síntese do CIO usa uma frase de efeito que ele costuma citar: resultado é igual a percepção menos expectativa. No caso da Stix com a iTalents, a percepção da entrega está acima da expectativa inicial — e novas validações de hipótese e tecnologia estão previstas para as próximas semanas.
Por que o modelo funciona
Três decisões ajudam a explicar o resultado, e todas estão relacionadas ‘a forma como a inovação é conduzida.
A primeira é a definição clara dos papéis entre lab e produto: o lab explora e valida; a área de Produtos transforma as iniciativas em soluções escaláveis
A segunda é a definição de indicadores e guardrails desde o início. Com objetivos claros, cada experimento gera aprendizados e informações que apoiam a tomada de decisões sobre os próximos passos: escalar, evoluir ou pausar — e não em um centro de custo com boas intenções. A terceira é a construção de um ambiente de experimentação responsável, no qual testar, aprender e ajustar fazem parte do processo de inovação. Mais do que evitar erros, é identificar oportunidades, validar hipósteses e promover a melhoria continua.
É esse conjunto que a iTalents leva a cada cliente por meio do iiLab, com a mesma lógica: o laboratório prototipa e valida hipóteses, enquanto os times responsáveis pela implementação trabalham para transformar soluções que passaram no teste em aplicações escaláveis.
O caso da Stix mostra o que um lab com método entrega — hipóteses validadas, não promessas.
Para conhecer o iiLab, acesse: www.italents.com.br